segunda-feira, 19 de abril de 2010

domingo, 18 de abril de 2010

Ensino da Escrita: Avaliação

Numa visão tradicional da escrita em contexto escolar, os papéis estão perfeitamente delimitados: os alunos partem do princípio que a sua missão é escrever e a do professor avaliar. No entanto, se queremos que a leitura e a escrita se constituam como momentos significativos e ancorados nas vivências pessoais e sociais, é necessário alterar estes paradigmas: os alunos devem ser também leitores – críticos daquilo que escrevem, adquirindo responsabilidade e capacidades suficientes para decidir se os objectivos subjacentes à escrita de um determinado texto foram cumpridos.
Esta capacidade de auto-correcção e de admitir o que está errado no texto é de primordial importância, pois sem a noção do que está mal muito dificilmente os erros serão corrigidos. Cabe ao professor criar essas situações de análise crítica e simultaneamente ensinar a consultar textos já trabalhados, os dicionários, as listas de palavras e a fornecer aos alunos informações sobre os erros cometidos.



Revisão e reescrita de texto informativo - EB1 de Sá (1º e 3º anos)

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Ensino da Escrita: Dimensão textual

Produzir um texto é uma aprendizagem lenta que se reveste de grande complexidade, na medida em que é necessário dominar o código escrito, conhecer as características dos diferentes tipos de texto e desenvolver uma temática, o que implica uma planificação e a escolha de estratégias diversas (Rebelo, 2000).
A produção de textos, como referem Martins e Niza (1998), “é uma actividade cognitiva complexa que envolve múltiplos processos e pressupõe a tomada de múltiplas decisões”. Esses processos e tomadas de decisão centram-se, por exemplo, na elaboração do conteúdo, na codificação do texto no papel ou na sua revisão
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Planificação do texto narrativo (EB1 de Serrazes - 1º e 2º anos)

terça-feira, 6 de abril de 2010

Ensino da Escrita - Apresentação

Escrita (2)

Ensino da escrita: dimensões gráfica e ortográfica

A aprendizagem da leitura e da escrita começa muito antes da entrada na escolaridade obrigatória. Parafraseando Vigotsky (1977, cit. in Martins e Niza, 1998, p.47), “a aprendizagem escolar nunca parte do zero. Toda a aprendizagem da criança na escola tem uma pré-história”. De facto, desde muito cedo, as crianças se interrogam e põem hipóteses sobre o escrito que as rodeia, sobre as suas funções, as suas características formais e as suas relações com a linguagem oral. Essas concepções, no entanto, não são uniformes pois crianças da mesma idade apresentam diferenças marcantes, o que se deve às diferentes oportunidades de contacto com práticas sociais de escrita e às diferentes oportunidades de interacção com a envolvência social a propósito da linguagem escrita.
Segundo Martins e Niza (1998), na aprendizagem da escrita, como em qualquer outra destreza, existem três fases distintas:
- A fase cognitiva corresponde à construção pela criança de uma representação sobre as funções da linguagem escrita e de uma representação sobre a natureza da linguagem escrita, nomeadamente das características da linguagem escrita e de que forma se relaciona com a linguagem oral;
- A fase de domínio corresponde ao exercitar das várias operações necessárias à escrita: a criança tem que aprender a tratar o código e a organizar os elementos;
- A fase de automatização corresponde ao momento em que a criança já consegue escrever diversos textos, utilizando estratégias aprendidas sem ter que pensar conscientemente nelas.
Ditado de memória (EB1 de Manhouce)

segunda-feira, 5 de abril de 2010

História Infantil


Sessão 5 - Ensino da Leitura: a Avaliação

Nas sociedades modernas, altamente escolarizadas, a linguagem além de ser, ela própria, objecto de intervenção escolar, o seu uso é também fundamental no contexto da escola. Aliás, o sucesso ou insucesso académico é em larga medida dependente da proficiência da linguagem. Esta constatação é por demais significativa, quando verificamos, simultaneamente, o grande número de crianças nas quais a aprendizagem da leitura e da escrita se faz com alguma dificuldade.
De modo a obstar a que essas dificuldades tenham um efeito cumulativo, e limitem permanentemente o desempenho dos alunos, é necessário saber avaliar os processos envolvidos na leitura, identificando convenientemente os défices. Para que se constitua como diagnóstico preciso, esse processo avaliativo tem necessariamente de incidir em duas dimensões: a dimensão do reconhecimento de palavras (decifração) e a dimensão da construção de significado (compreensão). Esta última consiste na representação mental integrada tendo por base a leitura de um texto, sendo necessário mobilizar conhecimentos linguísticos e conceptuais através de microprocessos, processos integrativos e macroprocessos.

Sessão 4 - Ensino da Leitura: Compreensão de textos

Ler é compreender, obter informação, aceder ao significado do texto.
(Sim Sim, 2007)

A leitura, numa visão estrita, refere-se ao processo de extrair uma representação fonológica a partir do material impresso, mas a função da leitura só se materializa verdadeiramente na compreensão. Lê-se para obter informações, para perceber o texto, para compreender o que alguém escreveu. A compreensão transcende o processo mais específico, ligado à descodificação do material impresso, e faz-se graças a processos mentais gerais, que não são estritamente dependentes da leitura (Castro e Gomes, 2000).
A importância da leitura e da escrita radica no seu papel de mediadoras de grande parte das aprendizagens escolares, ao permitirem à criança extrair, organizar e reter a informação. A simbiose entre a mestria linguística (oral e escrita) e o sucesso escolar constitui uma evidência pois a eficiência com que se utiliza a língua materna é factor determinante na aquisição dos conhecimentos que integram o currículo escolar (Sim-Sim, 1998).


sábado, 3 de abril de 2010

História Infantil

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Feliz Páscoa